domingo, 8 de janeiro de 2012

SOLIDÃO

As festas de final de ano acabaram...Mais uma vez, as esperanças se renovam, nos animamos para 'tocar' em frente nossas vidas...E aí? O que acontece?
Algo que em mim não muda, não se renova...é o me sentir só na multidão!
O meu lado racional me diz: 'deixa pra lá, tira isso da cabeça!' O meu lado emocional me diz: 'hoje você está triste e literalmente só!Mas isso vai passar...como das outras vezes...dá uma disfarçada... procure algo para fazer...'
Sentir-se só é uma questão de ponto de vista.
Eu sempre me senti só, apesar da convivência com outras pessoas.
Tristeza e solidão: prato cheio de veneno e convidativo para a depressão!Sai! Sai! Graças a Deus estou fortalecida e me renovo a cada instante.
No dia de hoje, fiquei sabendo que o meu ex tem uma filha, que não sei por que, escondeu tanto tempo da Ma e do Fê...de mim.Pela idade da menina não estávamos convivendo. É uma coisa chata saber disso, logo no início do ano, que como disse anteriormente, as esperanças se renovam...
O que me restou foi "engolir" o fato, tentar não deixar transparecer um sentimento estranho que se apoderou de mim e consolar o Fê, que foi o que mais se sentiu traído pelo pai! E salve Maria Luíza, a mais nova irmãzinha que é da idade do meu netinho caçula. É a vida!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

QUATRO DE JULHO

Data importante no meu calendário

Mais um ano com minha mãe! Já são 87. A cada ano, penso "será o último!"
Até hoje nos desentendemos! A maioria do tempo convivemos em paz! Divergimos muito! Que mulher de opinião! Agora que me aposentei, passo horas com ela, fazendo crochê, tricô...Começamos uma blusa de lã branca, pra mim. Ela faz a frente e eu faço as costas. Depois faremos as mangas... Que mulher inteligente! Eu não sei como desfazer um "erro" que cometi no tricô, mas ela sabe! "Desmanche, que eu conserto". Que mulher de visão!É inconformada com as mudanças radicais na sociedade:"Desde que o mundo existe, 'essas coisas acontecem', mas agora é demais! Antes era um ou outro caso, parece ..." É, mãe, mas coisas boas acontecem também. Não fixe seu pensamento em coisas negativas, já dizia o seu astrólogo preferido (Que Deus o tenha).
Quero dizer, que apesar dos nossos "bate-bocas", a admiro muito, pela sua inteligência, pela sua vontade de viver, pela sua "dura bondade"...e por tudo de bom que aprendi nesta vida com você! E na expectativa de mais um ano com a senhora, para continuar a aprender mais e mais...Feliz aniversário! (São quatro filhos, vários netos, bisnetos e 1 tetraneto). Grande mãe!!!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Remexendo o baú de antiguidades

Guarulhos, 31 de agosto de 1999.

Carta aos professores


Meu discurso
( silencioso)


Em face aos últimos fatos ocorridos comigo, nos dias 20 e 27, chego a conclusão, de que realmente no mês de agosto, a bruxa andou solta em nosso ambiente escolar.
Mas como nesta vida tudo passa, esse mês de agosto também passou. Graças a Deus, somos todos sobreviventes de um mundo que não acabou.
A intenção não é o relato dos fatos em si, mas sim o que me ocorreu depois disto a fim de que a paz volte a reinar em nosso meio.
Todo esse clima tenso sobrecarrega o ambiente, e energias negativas são levadas para nossos alunos, haja vista duas brigas que ocorreram num só dia: 27.08, uma , no período da manhã, com um aluno do 1ºC e o outro, do 3ºA; a outra, com alunos da 8ªB e 8ªC, e tumulto generalizado, no intermediário, no qual a polícia foi chamada.
Voltemos os nossos pensamentos a Deus. E a oração é o caminho.
Proponho, que todos os dias, antes de entrarmos em sala de aula, preparemos nossos corações para que fatos lamentáveis que ocorrem, como por exemplo: provocações, indiretas, intolerâncias, falta de respeito, falta de ética entre nós, professores, e total falta de educação e de respeito em sala de aula, com nossos alunos, não continuem a acontecer.
Não nos esqueçamos da lei do retorno: “ Aqui se faz, aqui se paga”.
Voltando à minha proposta: Independente da crença religiosa. Cada professor, a cada dia, e em todos os dias, na sala dos professores, iniciaria uma oração, que seria seguida pelos demais. Eu posso ser a primeira.
Essa é uma atitude que venho tomando há dois anos, com alunos indisciplinados. Tento colocar Deus no coração de meus alunos. E só então inicio a minha aula. No ano passado, comecei esse trabalho com a 7ª H. Já estávamos no segundo bimestre e os alunos se desentendiam por qualquer motivo. Eu ia chegando à sala, o Erick e a Cristina estavam aos tapas. Essa foi a gota d’água. Depois de uma longa conversa com a classe, ensinei a eles uma oração, dei o número do salmo de cada um. Pedi que lêssem em casa. Alguns até me trouxeram cópias que fizeram. Fazíamos a oração todas as vezes que eu entrava na sala. Terminamos o ano de 98, em paz, graças a Deus.
Neste ano, faço esse trabalho com a 6ª A. Eles são os primeiros a me lembrarem da oração. É a primeira coisa que fazemos.
É isso. Obrigada pela atenção.
Profª Dinorá






“ A vida é curta. Faça valer a pena.”