quarta-feira, 13 de junho de 2018

Ave Maria

quarta-feira, 13 de junho de 2018 18:02 Hora do Ângelus A hora da Ave Maria sempre foi e sempre será muito sagrada para mim. Era um hábito na minha infância e adolescência, em que minha mãe chamava os filhos para orarem com ela todos os dias, às 18horas. Ela ligava na rádio Nacional. A programação era interrompida para a Hora do Ângelus e o padre Donizeti fazia a oração que era seguida por todos:"O anjo do Senhor anunciou à Maria e Ela concebeu do Espírito Santo." "Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco! Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte, amém." ...E a oração continuava. A oração só se completava quando o padre abençoava a água e minha mãe bebia e a distribuía para os quatro filhos. Tudo muito simbólico. E assim foi por muitos anos. Muito tempo se passou, mas nunca deixei de fazer. É um bálsamo para a alma, mesmo sozinha . Atualmente, assisto à Hora do Ângelus na TV Gazeta, às 18 horas, de segunda-feira à sexta-feira, com o padre Reginaldo Manzotti. Dinorá 13.06.2018

terça-feira, 12 de junho de 2018

terça-feira, 12 de junho de 2018 17:19 Tensão psicológica Hoje foi tenso. Ou melhor, desde ontem está sendo. Enquanto não se resolvem os problemas, haja paciência. O que somente eu não sabia, me foi revelado. Entes queridos se odiando, humilhando um ao outro. Acusações, ofensas, crucificação... um verdadeiro terror! Grosseria! Estupidez! E bem perto da minha viagem. A carga está pesada! Cenas tristes. Tortura. Sem dó nem piedade. O ser humano é a pior entre todas as espécies. Só consigo passar por tudo isso, porque carrego um lema comigo: TUDO PASSA! E eu aprendi a esperar passar e me fortalecer com o sofrimento. Às vezes , é demorado... a dor de cabeça é intensa, mas ...passa. Dinorá 12.06.2018

sexta-feira, 25 de maio de 2018

sexta-feira, 25 de maio de 2018 17:30 Telefonema Ontem, com um telefonema, pedi que ele viesse me ver. E ele veio hoje. Ficou só meia hora. Não deu pra matar a saudade. Ao chegar, ele me abraçou . Falamos de amenidades. E o tom da conversa foi se modificando... Percebi que ele queria me ver por perto. Está inconformado com a minha viagem pra tão longe. Tentou de todas as formas me demover da minha decisão. Quando percebeu que nada me faria mudar de ideia, ele se revoltou. Não conseguimos dizer o quanto íamos sentir a falta um do outro. Ele foi embora, sem um beijo, sem um último abraço. E eu fiquei chorando, sabendo o quanto vou sofrer por ficar longe dele. Ele saiu às pressas. Senti que ele quis sair antes de começar a chorar e de me ver chorar. A decisão foi difícil, mas necessária. Deus nos conforte. Dinorá

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Amenidades


             
          Estava recordando de coisas agradáveis acontecidas comigo, nos anos 60.
          Exatamente em 1968, primeiro semestre, cursando o primeiro ano do então Curso Clássico, no período  noturno...Vale aqui um parenteses: o que é hoje ENSINO MÉDIO era naquela época Clássico e Cientifico)...eu e um colega de classe resolvemos dar uma "forcinha" para nossa amiga que estava gostando de um menino.
          Fizemos uma aposta pra ver se eu conseguiria convencer o menino a namorá-la.
          Se eu perdesse, eu deixaria meu amigo Moacir me beijar... E se ele perdesse, me pagaria um pão de queijo, que já existia naquela época.
          O que não existia naquela época era a expressão 'ficar', mas a ação de 'ficar' já existia.
          "Ficar com alguém" surgiu nos anos 80 e para umas pessoas  significava 'libertinagem'e para outras,  um 'pré namoro'. E o ficar poderia ser apenas durante um beijo sem compromisso, ou poderia durar um pouco mais para que os adolescentes se conhecessem melhor e  talvez, assumirem um compromisso.
          Voltando a aposta que fizemos, eu conversei com o garoto, argumentei que uma menina queria namorá-lo.
          O meu amigo Moacir, um jovem bonito, 17 anos, negro, alto, dizia que o garoto não namoraria a menina e eu dizia que sim.
          O garoto pediu a menina em namoro...mas durou pouco tempo, logo terminaram, com a justificativa de que ele gostava de outro.
          Meu amigo Moacir dizia que ganhou a aposta porque o namoro mal começou, logo terminou e eu dizia que eu tinha  ganhado.
          'Eu quero meu pão de queijo, Moacir.'
          'Eu quero meu beijo!'
          Decidimos nos beijar (E não era 'selinho' não, já que o selinho entre os adolescentes  surgiu bem depois).
          Depois do beijo inesquecível, ganhei o pão de queijo!
          Eu fui a precursora do 'ficar"! E a aposta terminou em empate...
          Nada mais justo!
                     Dinorá

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Lágrimas


          Quantas lágrimas rolam pela face de  uma mãe, ao longo da vida?
          Gostaria de poder contar as minhas...acho que são mais numerosas que as estrelas do firmamento!
          Hoje, mais uma vez insistem em cair...e como na maioria das vezes, lágrimas de tristeza ...
          Como os filhos decepcionam as mães! São egocêntricos!
          Como eles são egoístas!
          Chego a sentir dor no peito de tanta angústia.
          E como sempre, procuro me consolar. Encontro paz na oração, no grito silencioso de angústia:  Deus dos idosos! Conforta o meu coração solitário e incompreendido!
          Tudo passa! Tudo tem fim: A falta de atenção, o descaso...
          Deus,  dê-me  serenidade!

                             Dinorá