quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Chuva

quinta-feira, 9 de agosto de 2018 08:15 Bendita seja! Imaginem a alegria dos goianos com a chuva de ontem, depois de uma onda de calor intenso. Quando o céu começou a escurecer na parte da tarde, ninguém acreditava que ela viria. Ela veio de mansinho e alguém disse: são só pingos, não vai passar disso! Quem não acreditava ficou muito admirado com o toró que caiu. Bendita seja a chuva que veio depois de oitenta dias. A umidade do ar foi notada por todos, pois chegou a índices altíssimos. A chuva lavou a atmosfera e também a alma de todos! Uma repórter da TV Anhanguera, no início da noite, debaixo de chuva, interrompeu a notícia que estava informando, para mostrar e falar sobre essa bênção, tamanha era a alegria dela. E esse sentimento se estendeu a todos os moradores de Goiânia. VIVA A CHUVA! VIVA! VIVA! Dinorá

sábado, 28 de julho de 2018

Lições de vida

sábado, 28 de julho de 2018 11:18 Aprendizados e dicas Ao longo da minha existência, cousas eu aprendi e que servem de dicas para as pessoas. A primeira: O seguro morreu de velho. Cuidado e atenção em tudo que se faz é deveras importante, pois evita males maiores. Um só exemplo: Olha onde pisa, literalmente. Segundo: Reclamar pra quê? Não se deve perder tempo com reclamações, pois isso irrita a quem ouve. Terceiro: Experimente cumprimentar alguém com um sorriso e com um claro tom de voz. É prazeroso, pois o outro poderá te responder na mesma proporção. Quarto: Seja observador, mas não demonstre se não estiver gostando do que vê. Quinto: Respeite as pessoas como elas são, não as maltrate. Sexto: Se tiver estressado, engula o estresse, para não estressar quem te ouve. Sétimo: Se você estiver com vontade de explodir com uma pessoa, lembre-se: a sua grosseria NÃO precisa de testemunha, porque isso constrange a todos ao redor, inclusive a pessoa alvo. Oitavo: Não importa a idade, a raça, a cor e a condição social, todos merecem respeito. Nono: Faça tudo com amor e por amor. Décimo: Deveres, obrigações e sacrifícios todos nós temos. Faça tudo com bom humor, ou então não faça. Onze: Tolerância, paciência, gentileza e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Doze: Faça você mesmo o que tiver pra fazer. A necessidade obriga. Não espere que alguém faça por você. Treze: Nada é fácil. Seja persistente quando tiver algum objetivo. Catorze: A vida sem objetivos não tem razão de ser. Quinze: Não faça ao outro o que vc não quer que façam a você. Existe a Lei do Retorno. Dezesseis: Se a tua consciência te acusa, volte atrás e se desculpe. Não é vergonha nenhuma. Dezessete: Se alguém te ofender, ou magoar, não retruque. O mundo dá voltas. Dezoito: Há diversas maneiras de dizer as coisas. Escolha a que for menos ofensiva, menos grosseira e a que não vai magoar. A pessoa que está te ouvindo espera ser bem tratada. Dezenove: Não diga: " Eu sou assim, não tenho culpa. Não vou mudar ". Mudar é preciso. Procure melhorar. Se não for pelo amor, será pela dor. Vinte: Não seja tão radical: nem tão emocional nem tão racional. O meio termo basta. Vinte e um: Seja manso, bom e resiliente . O Espírito Santo vai te ajudar nessa empreitada. Dinorá 28.07.2018

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Corvos?

quarta-feira, 25 de julho de 2018 16:26 Aves gigantes Há alguns dias, durante várias horas do dia, desde o amanhecer até o final da tarde, tenho observado um casal de aves. Estou no décimo quarto andar. Da janela do meu quarto, olho para o topo do prédio em frente e a ave enorme chega, observa em volta até que o macho chega de um voo e pousa sobre a fêmea que lá está há alguns minutos. Ela grasna e ele sai de cima dela. Ficam os dois lado a lado por um bom tempo, na beira do mural, onde se encontram as antenas do edifício. Um deles, o maior, alça um voo em parábola. Chego a pensar que se ele erra o caminho, bateria, com certeza, na minha vidraça. Enquanto isso, lá no alto, a outra ave desce meio metro mais ou menos, para o espaço das antenas e logo em seguida, volta para o parapeito. Foi nesse momento, que o outro volta e os dois ficam cuidando do espaço deles nas alturas. Cheguei a conclusão que eles devem estar guardando, cuidando de seus filhotes, pois passam muito tempo lá no topo. O que não tenho a certeza é se são corvos, porque esses que eu observo, têm uma plumagem branca e larga em volta do pescoço como se fosse uma golinha de crochê, como àquelas que mamãe fazia e colocava nos decotes dos meus vestidos; e o restante é negro. O certo é que me acostumei com a presença dessas aves enormes. Tudo isso é resultado da observação, imaginação, dedução e conclusão de quem tem tempo para essas coisas. Dinorá 25/07/2018

terça-feira, 24 de julho de 2018

Uma triste história de amor





Maria tinha 12 anos quando começou a namorar Lauro, na época com 21. Ela o conheceu através da irmã dele, a Lúcia, de 18 anos, sua melhor amiga.
Moravam todos em Buri, uma cidadezinha do interior de São Paulo.
Tanto os pais de Maria como os de Lauro trabalhavam e viviam da lavoura, na fazenda de um fazendeiro abastado, que só aparecia lá, de tempos em tempos durante as férias de seus filhos.
Maria, suas três irmãs e seus pais eram humildes, mas viviam uma vida de fartura, pois na fazenda plantavam de tudo.
Maria, suas irmãs e sua amiga Lúcia iam para a escola juntas . Na volta, ajudavam os pais na lida.
Enquanto isso, Lauro trabalhava na estação ferroviária de Buri.
Eles eram muito apaixonados e nos finais de semana , ele ia à casa de Maria .
O namoro, à moda antiga, seguia tranquilo até que um dia, Maria sentada de um lado da mesa e Lauro do outro, sentiu -se incomodada. O namorado, enquanto conversavam banalidades, começou a desenhar, numa folha de caderno, um coração, desenhou a flecha do cupido, coloriu de vermelho e... colocou duas iniciais. Ela percebeu que uma inicial era L e a outra não era o M de Maria...
Passional como era, Maria saiu da mesa, correu para o quarto e se trancou.
Ele voltou à casa de Maria várias vezes, mas ela não o deixava nem vê-la, se trancava no quarto e de lá só saía quando a caçulinha gritava lá da cozinha: Maria, ele já foi...
Nunca mais falou com ele. Por mais que ele tentasse falar, ela nunca mais apareceu pra ele.
Lúcia veio à casa da amiga e Maria ia logo falando: se for pra tocar no nome dele, eu não quero conversa.
- Conversa com ele, Maria! Vocês dois estão sofrendo com essa separação e tudo por uma banalidade...
Ela nunca mais pronunciou o nome dele.
Ela se fechou de uma tal maneira que nem as irmãs e nem a mãe conseguiram fazê-la mudar de ideia.
Enquanto isso, Lauro desesperado, começou a se embriagar... Até que...
O pai de Maria se amigou com outra mulher. Duas das irmãs mais velhas se casaram. Em casa ficou Maria, a irmã caçula e sua mãe.
A mãe, desgostosa com o pai de Maria, ficou muito doente e morreu.
Maria, com apenas dezoito anos e sua irmã com 14, vieram pra cidade grande, com uma família que voltava de férias.
Chegando em São Paulo, começaram a trabalhar de empregada doméstica. Alugaram um quartinho de pensão. Passavam a semana no trabalho e nos finais de semana, as duas irmãs, sempre muito unidas, se divertiam: iam a bailes nas matinês de domingo, a parques de diversão, a cinemas, ficavam na praça olhando para os soldados do exército brasileiro que passavam em turmas em direção ao quartel ...
Queriam porque queriam namorá-los! Eles eram tão lindos naquelas fardas!
Naquela época, o Brasil se preparava para enviar os pracinhas do Exército Brasileiro ao encontro dos aliados, durante a Segunda Grande Guerra Mundial.
As duas irmãs lavavam suas roupas...limpavam o pequeno lar...e na segunda-feira voltavam ao trabalho.
Elas trabalhavam em mansões diferentes. Maria tinha que pedir para a patroa para poder telefonar para a irmã, que dizia: Maria, não demore!
Até que as duas acabaram se casando. Maria se casou porque não tinha mais a companhia da irmã, que se casara com um espanhol, aos 16 anos de idade.
Seu cunhado sempre tratou Maria muito bem, apesar de ser muito ciumento e ficar atento na conversa das duas.
Maria, agora casada, resolveu escrever pra sua amiga Lúcia, pra dizer que se casara e que estava grávida do primeiro filho.
Em sua carta-resposta, Lucia contou que Lauro não a esquecera.
Nesse ínterim, Lúcia mostrou a carta a Lauro que se desesperou.
Com o endereço no remetente da carta de Maria, Lauro veio a São Paulo, atrás dela.
Revirou a cidade, mas não a encontrou.
Lauro voltou a Buri. Desempregado, sem esperanças, afogou as mágoas na bebida. E no auge do desespero, cometeu o suicídio aos 34 anos de idade.
Lúcia escreveu à Maria, enviou-lhe todas as fotografias e cartas de Lauro, que ele nem chegou a entregar, por não saber de seu paradeiro. E junto, a triste notícia do suicídio do homem que ela mais amara na vida.
Lauro foi o seu grande amor, mas por causa do gênio forte de Maria, que não quis perdoá-lo por causa de um simples coração, com a inicial que não era a dela, ela acabou perdendo-o para sempre de maneira trágica.
Por ter julgado como traição a atitude dele, ela não se perdoou até a hora de sua morte.
Maria morreu aos 84 anos. Teve a vida toda para lamentar e chorar por seu grande amor.
E em seu último suspiro ela sussurrou: Lauro .
Eu vi e ouvi... eu estava lá.
Dinorá

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Dor física

segunda-feira, 2 de julho de 2018 10:36

Ela vem de repente. E não demora, atinge o pico. É insuportável. Vem acompanhada de dor em toda a circunferência: boca do estômago, costas... toda a musculatura dessa região é massacrada. Não dá pra aguentar. Não dá pra ficar de pé, sentada ou deitada. Começo a rolar na cama. A dor é intensa! Grito, me torço. Faço exercícios respiratórios, massageio meu diafragma. Quando penso que vou morrer, a dor chegou no auge...começo a orar, quase sem forças. Grito de dor. Satisfeita , a dor começa a se despedir... Eu volto... (Ela diz). Meia hora de dor. Obrigada, meu Pai, por ter me libertado dessa inimiga. Pensei em tirar um cochilo, mas tenho algo importante pra fazer. Agora, aliviada e sem dor, liguei a TV, para assistir ao jogo da Copa: Brasil x México, nesta segunda-feira, dia 02/07/2018, às 11h. Na Rússia, arena Samara. Dinorá