domingo, 30 de abril de 2017

Guarulhos, 30 de abril de 2017.


ANJO DA GUARDA


           
     Acredito que sou anjo da guarda de carne e osso na vida dos meus filhos, pois moro com uma filha e próximo de um filho.
     Meus outros dois filhos moram longe de mim. Elaine, filha mais velha, mora em Goiânia. E o Júnior, em Sorocaba. Penso sempre neles...sou anjo da guarda espiritual.
     De um jeito ou de outro, perto ou longe... tento ficar atenta e sempre que possível, ajudá-los!
     Mais especificamente, a Mayara: organizo a casa, cuido das crianças, cozinho... Ela sai sossegada para seus compromissos.
     Como anjo da guarda, cuido, mas também ‘puxo a orelha’ quando algo me desagrada.
     Sou bondosa, tolerante...mas se me tirar do sério...
     Por muitas vezes, fico na minha. São adultos! Não quero ser chata!
     Instintivamente, eles sabem que os anjos da guarda ficam à disposição das pessoas, por isso, às vezes, abusam da nossa bondade. E se acham no direito de serem rudes, indelicados...nem imaginam como nos magoam.
     Por causa da nossa humildade não reclamamos, nem quando se consideram donos da verdade.
     Uma palavra, que define bem àqueles que protegemos, é in-gra-ti-dão. E, na maioria das vezes, nem percebem o quanto estão sendo ingratos!
     Muita coisa eu relevo, pois também tive meu anjo da guarda particular – minha mãe.
E não percebia o quanto estava sendo ingrata com ela...e ainda eu reclamava, dizendo: “mãe, a senhora não me entende!” e resmungava entredentes.
     Agora entendo o significado da expressão: "Existe a lei do retorno’, por isso, sou uma anjo da guarda tolerante! Rsrsrsrs...
                           

     

       

sábado, 29 de abril de 2017

OUTONO

O dia amanheceu claro e o sol apareceu, mas logo o céu se tornou cinzento. Está muito frio, parece inverno. E o sol foi-se embora.
     As árvores se movem intensamente como se fossem enormes fantasmas verdes que chegam a me assustar... O vento está forte.
     O que me chama a atenção é que daqui onde estou, observo as casas no alto do morro e uma delas tem um varal com roupas tremulando no ar como se fossem molambos tentando se equilibrar na corda bamba...
     A chuva fina começou e ao olhar novamente, observei que as roupas foram retiradas do varal, em tempo, para que não se molhassem...
     A chuvinha molhou o asfalto. Ouço o som dos veículos trafegando na estrada molhada.
     O caminhão do gás passa e a dona de casa se acostumou a ouvir: ‘olha o gás!’, e quando o sol brilhar e o caminhão passar novamente, ela sairá para atender ao chamado: ‘olha o gás’!
     São tantas pequenas coisas que se notam! ... as pessoas que vivem no corre-corre, do dia-a-dia perdem a grande oportunidade de ver as mãos de Deus em todas as coisas.
     Todos os dias, todas as manhãs são perfeitos...em qualquer estação do ano... Basta observá-los e admirá-los!
Dinorá
28/04/2017






Descoberta
    
         Certo dia, a pequena, a pinguinho de gente chamou a atenção de todos pela curiosidade: Eu quero...e como não sabia dizer o nome das coisas, só dois aninhos, tudo para ela recebia o nome de PIÁ...PIÁ. E aquele choro estridente... o que você quer, menina? – Piá...Piá...mamãe!
        Ao provar os alimentos, ela ficava tão nervosa, irritada, batia os pezinhos, pois ninguém entendia o que ela queria: Piá...Piá. Piá..Piá. Abria o berreiro. Só depois de muito tempo, descobriu-se o que ela queria: saber o nome dos alimentos. E aos gritos e canseira em todo mundo, ela ficava feliz e sorridente, pois dizíamos o nome de tudo que ela pedia no seu desesperador Piá...Piá!
        E assim foi durante um bom tempo, até surgir uma outra expressão usada pela pequena, diferente da maioria dos pequenos. Outros pequenos costumam perguntar: Por quê? Por quê? E a protagonista desta crônica, para ‘matar’ sua curiosidade: Quélisso? Faz uso da aglutinação das palavras: O que é isso?
       E é quélisso pra cá...quélisso pra lá... E assim vai descobrindo novos termos e ampliando o seu vocabulário infantil. Deveras interessante e curioso a maneira como as crianças aprendem!
      O tempo foi passando e ela descobrindo o nome das coisas. E o Piá...Piá foi ficando no esquecimento de todos, até que as lembranças voltavam e alguém gritava: Piá...Piá e a’ pingo de gente’, que já não era mais pingo, abria aquele sorriso e até gargalhadas...parece que se lembrava da canseira que dava em todos que conviviam naquele lar cheio de amor, carinho e ternura.
      E até hoje, as pessoas que têm tempo, principalmente idosos ficam observando as descobertas das cores, dos alimentos, das essências e das palavras pelos seus netinhos queridos!


       

sábado, 18 de março de 2017

DOCES LEMBRANÇAS...

   
       Daqui de casa, ouço o som de Benito di Paula, que vem do boteco... 'Ah...como eu amei...'
       Que saudade de você, Amauri! Você foi uma das poucas pessoas que me amou de verdade! E eu não correspondi a esse amor, que hoje tanta falta me faz!
       Um amor possessivo, é verdade, mas por eu ser muito jovem, 20 anos, não soube lidar...(acho que isso é mais uma desculpa...pra eu enfrentar a realidade de agora...)
       E hoje? sem um amor! E como faz falta um amor de verdade!
       Ah...como eu fui amada!...Como gostaria de voltar no tempo...não fui perfeita...só agora reconheci...eu fui feliz...agora... este sorriso sem graça.
       Você era parecido com Benito...e se sentia orgulhoso disso! Os cabelos, o bigode...sem tirar nem pôr ...e a barba, então!? Você também gostava de cantar...quando solteiro você chegou a cantar...fazia parte dos THUNDERBIRDS. E com que elegância você se apresentava! Veio-me a lembrança do nosso tempo de namoro. Você chegava para namorar sempre muito bem vestido! Mas aquele seu ciúme doentio me assustava...
       Você partiu muito cedo desta vida! Com 47 anos! Hoje sinto muito a sua falta! Você me amou de verdade! No próximo dia 23 de março, você completaria 70 anos! Imagino como seria nós dois,velhinhos... 
      Ah...como sem saber... EU TE AMEI!
      Volta, Amauri, vem me buscar...ainda há tempo ...temos a eternidade!!!
  

segunda-feira, 13 de março de 2017

E a saga continua...

     No começo de dezembro de 2016, por não aguentar mais a pressão psicológica que eu sofria com a presença da Ana, resolvi deixar o meu lar depois de 25 anos.
       Pensei com meus botões: "Vai ser melhor pra mim...", " as coisas vão se resolver...".
       Doce ilusão. As coisas pioraram. Mais uma vez, tive que tomar uma decisão drástica:Saí das redes sociais!
Pensa numa pessoa do mal...Que não tem respeito pelo ser humano...que não tem princípios...É um verdadeiro trator...o nome dela é Ana Luisa Landim Gouveia. Agora Gouveia, pois se casou com meu filho.
       O golpe de misericórdia dela para acabar com a idosa: postar na sua página, no Facebook, injúrias a meu respeito.
       Cheguei à beira do abismo! Desejei a morte! A velha é dura na queda. Fiz Boletim de Ocorrência, na delegacia do idoso.
       Sei que ela não vai parar...infelizmente, me acostumei com o sofrimento...que é de longa data...  
      É porrada e bordoada de todo lado. Estou pagando pelos meus pecados...