quarta-feira, 25 de maio de 2011

Remexendo o baú de antiguidades

Guarulhos, 31 de agosto de 1999.

Carta aos professores


Meu discurso
( silencioso)


Em face aos últimos fatos ocorridos comigo, nos dias 20 e 27, chego a conclusão, de que realmente no mês de agosto, a bruxa andou solta em nosso ambiente escolar.
Mas como nesta vida tudo passa, esse mês de agosto também passou. Graças a Deus, somos todos sobreviventes de um mundo que não acabou.
A intenção não é o relato dos fatos em si, mas sim o que me ocorreu depois disto a fim de que a paz volte a reinar em nosso meio.
Todo esse clima tenso sobrecarrega o ambiente, e energias negativas são levadas para nossos alunos, haja vista duas brigas que ocorreram num só dia: 27.08, uma , no período da manhã, com um aluno do 1ºC e o outro, do 3ºA; a outra, com alunos da 8ªB e 8ªC, e tumulto generalizado, no intermediário, no qual a polícia foi chamada.
Voltemos os nossos pensamentos a Deus. E a oração é o caminho.
Proponho, que todos os dias, antes de entrarmos em sala de aula, preparemos nossos corações para que fatos lamentáveis que ocorrem, como por exemplo: provocações, indiretas, intolerâncias, falta de respeito, falta de ética entre nós, professores, e total falta de educação e de respeito em sala de aula, com nossos alunos, não continuem a acontecer.
Não nos esqueçamos da lei do retorno: “ Aqui se faz, aqui se paga”.
Voltando à minha proposta: Independente da crença religiosa. Cada professor, a cada dia, e em todos os dias, na sala dos professores, iniciaria uma oração, que seria seguida pelos demais. Eu posso ser a primeira.
Essa é uma atitude que venho tomando há dois anos, com alunos indisciplinados. Tento colocar Deus no coração de meus alunos. E só então inicio a minha aula. No ano passado, comecei esse trabalho com a 7ª H. Já estávamos no segundo bimestre e os alunos se desentendiam por qualquer motivo. Eu ia chegando à sala, o Erick e a Cristina estavam aos tapas. Essa foi a gota d’água. Depois de uma longa conversa com a classe, ensinei a eles uma oração, dei o número do salmo de cada um. Pedi que lêssem em casa. Alguns até me trouxeram cópias que fizeram. Fazíamos a oração todas as vezes que eu entrava na sala. Terminamos o ano de 98, em paz, graças a Deus.
Neste ano, faço esse trabalho com a 6ª A. Eles são os primeiros a me lembrarem da oração. É a primeira coisa que fazemos.
É isso. Obrigada pela atenção.
Profª Dinorá






“ A vida é curta. Faça valer a pena.”

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