sábado, 15 de janeiro de 2011

Como conseguir...

Como conseguir contar a tragédia que se abateu sobre si sem chorar, se quem apenas assiste, se quem apenas assiste e relata também chora!?

É doloroso por demais da conta para as famílias que passam por essa tragédia que se abateu sobre a região serrana do Rio de Janeiro!

São Paulo, Minas Gerais vivem também essa calamidade.

Como as forças da natureza são poderosas! Será que alguma coisa pode ser feita para diminuir a sua ira? Somos todos iguais diante de uma catástrofe dessas. Todos corremos o risco de passar por situação idêntica ou pior.

Mais uma vez temos a prova da nossa insignificância diante dos poderes divinos.

Do conforto do meu lar assisto a tamanha devastação, angustiada com o sofrimento alheio. Assistir e só poder orar pelos que sofrem.

Por que fatos como esses acontecem todos os anos, no verão, e cada vez mais com maior intensidade?!

Até o momento, mais de 600 mortos, no meio da lama. Muitos nem resgatados foram para um enterro digno.

A emoção de Evaristo Costa (apenas para citar um nome do jornalismo) faz qualquer um de nós chorarmos. Ele, no local da tragédia, com dificuldades para chegar ao local da transmissão, sofrendo muito, falando no meio da lama, com a voz embargada pela emoção... E a Mariana Godoy, também às lágrimas, do estúdio, nos falava da preocupação do amigo. Graças aos jornalistas pudemos acompanhar ao vivo toda essa hecatombe.

A preocupação de uma mulher que passava a noite acordada, observando o barranco em frente a sua casa, enquanto familiares e amigos dormiam, pois todos estavam muito cansados. A outra, valente, segurou firme numa corda, se lançou no meio da enxurrada, foi salva pelo vizinho e sentiu tristeza, pois não conseguiu segurar seu cãozinho de estimação.

Uma mãe feliz, rodeada dos quatro filhos , o menor com 9 meses, apesar de ter perdido tudo no Areal, diz que só deu tempo de correr com eles: ‘agora é recomeçar numa nova casa’. E quem olha as fotos dela na NET, vê a “carinha” das crianças...só por Deus!

E dos bens materiais: casas inteiras devastadas, móveis, veículos em cima das casas ou atolados no meio das águas barrentas das chuvas!

O que dizer dos heróis, dos doadores de alimentos, de roupas, de remédios, dos doadores de sangue, dos voluntários, dos homens do exército, da defesa civil?! E o governo, liberando verbas para os socorros e permitir que não houvesse burocracia no enterro dos falecidos. Trabalho em conjunto para o bem comum, para amenizar um pouco o sofrimento de tantas pessoas!

Por quantos anos ainda teremos que assistir a tragédias como essa?!

Com tanto especialista disto e daquilo, será que atitudes não deveriam ser tomadas antes da chegada do verão, para conter essas encostas?

Ah! Se não fosse a solidariedade do povo brasileiro...

2 comentários:

  1. Difícil falar algo sobre isso. Vidas que se foram num piscar de olhos, não importando se são ricos ou pobres. A força inexplicável:esperança de algo melhor, de quem perdeu tantos e a força da fé em Deus pelos que sobreviveram. No entanto, como é essa escolha:
    Quem morre e quem sobrevive?

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  2. Deus determina a hora pra quem vai e pra quem fica. E é quem determina de que maneira: suave ou dolorosa. Estamos nessa Roda Viva a espera da nossa vez!

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