O luar da minha terra
Ao me mudar para os arredores da cidade
pude ver surgindo timidamente
por detrás daquela serra
um círculo branco e belo.
A lua da minha terra
é o meu queijo mineiro.
Com tamanha altivez
ela ocupa o céu de uma vez
espalhando o seu clarão.
O luar da minha terra
clareou até meu coração
que sofria com a solidão.
-1985-
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Recordando XII
A galope
"Jato" de mim se aproximou
E eu o montei.
Gosto de galopar pelos campos
respirar o ar puro
e conviver com tamanha beleza.
"Jato" me entende. Dei-lhe com o chicote
e firme, avançou...
Segui num delicioso galope.
Depois de percorrer toda a planície
voltamos ofegantes, cansados,
porém felizes.
Galopar faz bem à mente...
Uma sensação de satisfação plena
como se flutuasse no espaço
sentindo um doce mormaço
envolvendo todo o meu ser.
*Poesia escrita em 1985, depois de ter
vendido o meu cavalo de estimação.
"Jato" de mim se aproximou
E eu o montei.
Gosto de galopar pelos campos
respirar o ar puro
e conviver com tamanha beleza.
"Jato" me entende. Dei-lhe com o chicote
e firme, avançou...
Segui num delicioso galope.
Depois de percorrer toda a planície
voltamos ofegantes, cansados,
porém felizes.
Galopar faz bem à mente...
Uma sensação de satisfação plena
como se flutuasse no espaço
sentindo um doce mormaço
envolvendo todo o meu ser.
*Poesia escrita em 1985, depois de ter
vendido o meu cavalo de estimação.
Sai, tristeza,sai!
Hoje perdi a hora, por causa desse bendito horário de verão. Fui mesmo assim, atrasada, pois sabia que os alunos esperavam por mim. Não deveria ter saído de casa.
Ao voltar do trabalho, fiquei estática diante da minha casa por um bom tempo. A notícia que recebi foi que minha Poodle estava morta, atropelada por um ônibus, em frente de casa. Logo cedo, puro vacilo, esqueceram quatro portas abertas. E a Princesa, passou por todas elas e encontrou a morte. Chateada, entrei e senti a falta dela pulando toda vez que voltava, comecei a chorar. O que se pode fazer diante da morte? Só chorar e lamentar.
Princesa, eu vivia brigando com você, mas você sempre estava ali, me alegrando, me chateando com as coisas erradas que você fazia...Pensei até em chamar o Dr. Pet para te dar educação...Quis doá-la, mas ninguém quis saber de você. Você era muito chata...Você era parceira nas brincadeiras com o Kauã...Você fugia dele, porque ele agarrava no seu focinho e eu dizia: Princesa, não machuca o nenen. Hoje o bebê vai chegar e não vai encontrar aquela bola azul, de plástico, que ele ganhou no dia das crianças...você, Princesa, com suas brincadeiras, acabou estourando a bola. Eu briguei com você mais uma vez. Sabe, vi que antes de eu sair de casa, você comeu aquele pedaço de pizza (frango com catupiri) que eu te dei. Você comia de tudo e a sua ração também não sobrava. Ontem, à noite, tive a oportunidade de olhar nos seus olhos e achei você triste... Meu Deus! E hoje você não está mais aqui!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Sonhos I
Meu sonho (de 15 p/ 16 de setembro de 1999).
Num entardecer, eu e minha mãe batemos à porta de uma residência, cuja fachada era bonita. Fomos recebidas por um casal de idosos. Entramos numa sala bem arrumada. O idoso nos levou para um cômodo desarrumado, com pouca luz, era uma saleta, com móveis escuros. Sentamo-nos em volta de uma mesa redonda. O idoso deu uma nota promissória pra minha mãe assinar. Só aí eu percebi o que tínhamos ido fazer lá. O idoso deu à minha mãe R$500,00. Ele era um agiota. Notei que no aposento havia um pequeno vitrô, do qual dava para ver carros na Via Dutra. Junto a esse vitrô, de um degrau, escorria água limpa, como se no andar superior da casa existisse um vazamento. A água escorria do nosso lado esquerdo.
Levantamos para sair e o senhor me deu um pequenino pedaço de pedra e falou:
- Deixe aqui escrito uma frase, pra eu lembrar quem é você e quando você precisar de mim e aqui voltar, vou logo me lembrar de você. Naquele momento, a única frase que eu lembrei, foi esta: “Volta alma minha ao teu repouso, porque o Senhor te fez bem”.
Saímos da residência.
Ao acordar, lembrei-me desse sonho, o qual me deixou pensativa, pois a frase que eu deixara escrita pertence ao Salmo 114 e foi muito significativa para o entendimento do sonho.
Recordando XI
CRENÇA
Creio em mim.
Creio num ser supremo.
Creio no amor.
Creio na esperança
que no tempo avança,
fazendo-me crer
que o que importa agora
é saber viver
neste mundo afora,
cheio de descrença.
-1979-
Creio em mim.
Creio num ser supremo.
Creio no amor.
Creio na esperança
que no tempo avança,
fazendo-me crer
que o que importa agora
é saber viver
neste mundo afora,
cheio de descrença.
-1979-
Recordando X
EU
Sou quem sou
desde que nasci,
com algumas mudanças:
físicas e mentais.
Neste chão, eu cresci.
Neste chão, eu cresci.
Vou invadindo o mundo...
Isso me fascina!
Recordo o passado...
as ilusões cessaram...
do presente, eu gosto...
no futuro, eu penso...
Tenho esperanças...
Isso tudo com bom senso.
Isso me fascina!
Recordo o passado...
as ilusões cessaram...
do presente, eu gosto...
no futuro, eu penso...
Tenho esperanças...
Isso tudo com bom senso.
Recordando IX
Tua voz me invade
Tua voz me faz extasiar
Tua voz me faz flutuar
Tua voz me faz viajar
Tua voz me faz sonhar
Tua voz me acalma
Tua voz me eleva
Tua voz me sublima
Tua voz me purifica
Tua voz me faz amar
Tua voz me faz esperar
Tua voz me inspira
Tua voz me fortalece
Tua voz me enobrece
Tua voz me emudece
E me faz chorar...
Tua voz me ilumina.
Tua voz é acalanto
Que, às vezes, me espanto
Com um suave pranto.
Tua voz me espiritualiza.
Tua voz me aproxima... de Deus!
150699 – DMC
3ªfeira – Poesia criada
depois de ouvir "Carpenters"
na Alfa FM
06:00h
Tua voz me faz extasiar
Tua voz me faz flutuar
Tua voz me faz viajar
Tua voz me faz sonhar
Tua voz me acalma
Tua voz me eleva
Tua voz me sublima
Tua voz me purifica
Tua voz me faz amar
Tua voz me faz esperar
Tua voz me inspira
Tua voz me fortalece
Tua voz me enobrece
Tua voz me emudece
E me faz chorar...
Tua voz me ilumina.
Tua voz é acalanto
Que, às vezes, me espanto
Com um suave pranto.
Tua voz me espiritualiza.
Tua voz me aproxima... de Deus!
150699 – DMC
3ªfeira – Poesia criada
depois de ouvir "Carpenters"
na Alfa FM
06:00h
Recordando VIII
CARISMA (in memoriam)
Pergunto-me por que você se foi.
Encontrei resposta!
Você não se foi...não se foi...
pois a sua voz a eternizou
Que bela voz!
Ser carismático!
(04.02.85 – 18:00)
(dois anos da morte de Karen Carpenter)
Pergunto-me por que você se foi.
Encontrei resposta!
Você não se foi...não se foi...
pois a sua voz a eternizou
Que bela voz!
Ser carismático!
(04.02.85 – 18:00)
(dois anos da morte de Karen Carpenter)
Recordando VII
Homenagem póstuma
À Professora Márcia Portela
Parabéns!
Você viverá por muito tempo!
Diabetes, sétima gravidez,
Complicação, hospital
Internação, inchaço,
Natimorto
Internação meses...meses...e meses
Enganos, desenganos.
Perturbada, confusa.
Médicos – psiquiatras
Psicólogos, enfermeiras.
Esperanças...
Orações! Lágrimas! Luta!
Fênix!!! Você renasceu!
Seja bem-vinda , querida!
Parabéns!
Você viverá por muito tempo!
Diabetes, sétima gravidez,
Complicação, hospital
Internação, inchaço,
Natimorto
Internação meses...meses...e meses
Enganos, desenganos.
Perturbada, confusa.
Médicos – psiquiatras
Psicólogos, enfermeiras.
Esperanças...
Orações! Lágrimas! Luta!
Fênix!!! Você renasceu!
Seja bem-vinda , querida!
-Dinorá-
05.02.99 – Terça-feira – 16:10
EEPSG.”Vicente Melro”.
Pois é, Márcia...você morreu jovem, em novembro de 2000 você teve morte trágica... por estar envolvida com drogas... infelizmente.
sábado, 17 de outubro de 2009
Crônica IV
Foi assim...Amyr
Há, mais ou menos 4 anos, li pela primeira vez, uma entrevista com Amyr Klink, mas não numa revista de esporte ou num jornal e sim num texto do livro didático de Português, da 6ª série. Foi numa sala-de-aula que conheci esse grande navegador brasileiro de todos os mares.
Foi no ano de 1987, ao ler “Vinte mil léguas submarinas”, de Júlio Verne, que conheci termos específicos de navegação. Aquela linda história ficou latente em minha memória por longos anos e só agora aflorou com a leitura de um trecho do livro “Entre o céu e o mar”, de Amyr Klink.
Desde então, a minha admiração aumenta toda vez que ouço falar desse maravilhoso brasileiro.
E foi o que aconteceu agora, no dia 26 de fevereiro.
Às 23 horas, assistia à mini-série “Chiquinha Gonzaga”. Qual não foi a minha surpresa quando ouço a voz do Amyr, sendo entrevistado pelo Morcegão, no programa “Agito Geral”, da Rádio Globo. Diminuo o som da TV e aumento o volume do rádio.
Surgia a oportunidade de cumprimentá-lo. Com muita ansiedade, disquei várias vezes o nº do telefone da Globo, mas foi em vão.
Através das ondas curtas, diretamente da Antártida, o navegador falava aos ouvintes e fãs. Conseguiram manter contato com a esposa e os dois conversaram. Ele falou dos problemas e das dificuldades que surgem durante uma travessia desse porte. Estava calor, mas já estava prevista a mudança do tempo, com ventos fortes. São viagens que ele faz só, mas não se sente solitário, pois fala com sua esposa e com as filhinhas gêmeas. (2anos, em março).
Fala da saudade que sente delas e do Brasil. Há 4 meses está fora, navegando pelos mares.
Atenta à conversa dos dois, pedi a Deus que protegesse Amyr Klink.
Quem sabe, um dia ainda vou falar pra você da minha admiração . Quero que você saiba que realmente não está só. Aqui, ficamos nós, seus fãs, além de sua família, de seus amigos, a orar por você. Boa viagem e feliz regresso.
27.02.99
16:00h Dinorá
Crônica III
Filhos
Quatro. Elaine, 30 . Júnior, 29. Mayara, 9 e Felipe, 8anos.
Fazemos de conta que os filhos são nossos. Queremos protegê-los, mas impossível ficar 24 horas por dia cuidando pra que nada de mal lhes aconteça.
No entanto, nós, pais, temos uma saída: como anjos da guarda que somos, oramos sempre pelo bem estar deles.
Eles nem sabem disso. Ou será que sabem?
A minha querida Elaine, com seus 30 anos, é uma ótima pessoa, mãe dedicada, boa esposa, filha maravilhosa, uma profissional, como poucas: adora o que faz, é dinâmica e está sempre se inovando, se atualizando, está no meio dessa globalização, que está aí para engolir os desglobalizados.
O meu querido Júnior, com 29 anos, é, sem sombra de dúvidas, um ótimo filho, pai dedicado de duas lindas crianças. Trabalhador, cumpridor de seus deveres, fala pouco. É observador, detesta falsidade . Não gosta de ser contrariado. Quando isso acontece, fica magoado, se afasta das pessoas. Bebe alguns "goles". Acho-o um pouco triste. Não sei se é só impressão...
Minha querida Mayara, com 9 anos, é uma doce criatura. Gostaria muito de poder viver o tempo suficiente para vê-la crescer. Quero vê-la caminhar, trilhar o seu futuro. Ela gosta de esportes. Pratica judô. Nunca vi ninguém gostar mais de água do que ela. Sempre que pode, frequenta a piscina do clube. Estarei sempre na retaguarda, torcendo por ela, a minha Mayarinha.
Meu querido Felipe, com 8 anos, tem o temperamento difícil de se lidar, mas é um menino muito carinhoso. Às vezes, me tira do sério e preciso ser “dura” com ele. Felipe é teimoso, mente, vive aprontando. Diz que não gosta de judô, prefere futebol. Pratica judô com a Mayara. O meu Felipinho adora uma piscina.
Esses são meus filhos que tanto amo. Senhor, proteja – os, sempre. Obrigada.
280200
Dinorá.
Quatro. Elaine, 30 . Júnior, 29. Mayara, 9 e Felipe, 8anos.
Fazemos de conta que os filhos são nossos. Queremos protegê-los, mas impossível ficar 24 horas por dia cuidando pra que nada de mal lhes aconteça.
No entanto, nós, pais, temos uma saída: como anjos da guarda que somos, oramos sempre pelo bem estar deles.
Eles nem sabem disso. Ou será que sabem?
A minha querida Elaine, com seus 30 anos, é uma ótima pessoa, mãe dedicada, boa esposa, filha maravilhosa, uma profissional, como poucas: adora o que faz, é dinâmica e está sempre se inovando, se atualizando, está no meio dessa globalização, que está aí para engolir os desglobalizados.
O meu querido Júnior, com 29 anos, é, sem sombra de dúvidas, um ótimo filho, pai dedicado de duas lindas crianças. Trabalhador, cumpridor de seus deveres, fala pouco. É observador, detesta falsidade . Não gosta de ser contrariado. Quando isso acontece, fica magoado, se afasta das pessoas. Bebe alguns "goles". Acho-o um pouco triste. Não sei se é só impressão...
Minha querida Mayara, com 9 anos, é uma doce criatura. Gostaria muito de poder viver o tempo suficiente para vê-la crescer. Quero vê-la caminhar, trilhar o seu futuro. Ela gosta de esportes. Pratica judô. Nunca vi ninguém gostar mais de água do que ela. Sempre que pode, frequenta a piscina do clube. Estarei sempre na retaguarda, torcendo por ela, a minha Mayarinha.
Meu querido Felipe, com 8 anos, tem o temperamento difícil de se lidar, mas é um menino muito carinhoso. Às vezes, me tira do sério e preciso ser “dura” com ele. Felipe é teimoso, mente, vive aprontando. Diz que não gosta de judô, prefere futebol. Pratica judô com a Mayara. O meu Felipinho adora uma piscina.
Esses são meus filhos que tanto amo. Senhor, proteja – os, sempre. Obrigada.
280200
Dinorá.
Crônica II
Na praia
Fomos passar uns dias na praia. Em Ubatuba. Como estava frio e o sol não apareceu, resolvi me sentar numa cadeira de praia para observar o mar.
Por mais que eu tentasse olhar, os meus olhos acabavam voltando para as marcas deixadas pelas pessoas que passavam diante de mim.
Que interessante! Não olhava para os trajes de banho, mas para as marcas na areia .
Marcas de chinelos de dedo, de todas as cores;de tênis; de tamancos, pés descalços, pés brancos, pretos, pequeninos acompanhados de pés grandes, pés de homens e de mulheres que caminhavam lado a lado, pés só de homens ou só de mulheres; patas de cachorro que fugia das ondas...todos deixavam suas marcas.
Pessoas que seguiam a orla marítima, tanto para a direita quanto para a esquerda, num vai-e-vem constante
Pessoas que saíam da água... e vinham em minha direção, outras entravam na água...
Pés de crianças, que na diagonal, distanciavam-se dos pais, e corriam para pular as ondas.
Pés de pais, que corriam, na diagonal oposta, procurando pelos filhos.
Pés de pessoas de todas as idades. Pés de vendedores de pipas, saídas de banho, chapéus-de-sol, cangas, milho cozido, camarões empanados, rodelas de cebola...humm! que delícia! refrigerantes, cervejas, batidas. Pés de jornaleiros ambulantes...
Não sei quanto tempo se passou. Vinha uma onda mais forte e apagava as marcas que imediatamente eram substituídas por outras...
O sol, que insistia em não dar o ar do seu esplendor, apareceu radiante. Levantei-me da cadeira e caminhei em direção à água, deixando as marcas dos meus pés sobre a areia...
Dinorá
26.09.98
22:40
Crônica I
O INFRATOR
Hoje presenciei um quase acidente de trânsito. Eu me senti como um policial do Detran. (ou um repórter).
Eram 9:15. Sábado. O sol querendo dar o ar da sua graça. Saí de casa para ir ao Clube Fiscal com meus filhos.
No começo da minha rua, observei um Passat velho se aproximava pela Av. Papa João Paulo. Diminuí a velocidade e parei , pois previ que ali vinha um irresponsável.
Um senhor, aparentando 55 anos de idade, dirigia o veículo. Sem seta, sem olhar pelo retrovisor, ia entrando na minha rua com tudo.
Vinha uma motocicleta pela Papa , com um casal, numa velocidade de quem queria chegar mais cedo ao céu e ultrapassar o Passat. Ao desviar do carro, o motoqueiro desequilibrou. Só não caíram da moto pelo bom reflexo do condutor. Acabaram entrando na minha rua, brecando em seguida.
O motorista ainda se achou no direito de dizer que quem estava errado era o motoqueiro que ia argumentar, mas acabou, dando meia volta, rumou à Av. Papa João Paulo.
Entrei à esquerda da Papa, e me deu uma vontade enorme de dizer àquele senhor que apenas em poucos segundos ele havia cometido, no mínimo, três infrações.
Segui meu caminho e ainda pude ver o casal de motoqueiro que seguia o seu . Depois do retorno do Bonsucesso, já na Rodovia Presidente Dutra, perdi-os de vista. Estavam com pressa de aproveitar o sábado e nós também.
Fomos com Deus. Eu, meus filhos, o casal de motoqueiros e o senhor do Passat.
Dinorá
26.09.98
21:15
Hoje presenciei um quase acidente de trânsito. Eu me senti como um policial do Detran. (ou um repórter).
Eram 9:15. Sábado. O sol querendo dar o ar da sua graça. Saí de casa para ir ao Clube Fiscal com meus filhos.
No começo da minha rua, observei um Passat velho se aproximava pela Av. Papa João Paulo. Diminuí a velocidade e parei , pois previ que ali vinha um irresponsável.
Um senhor, aparentando 55 anos de idade, dirigia o veículo. Sem seta, sem olhar pelo retrovisor, ia entrando na minha rua com tudo.
Vinha uma motocicleta pela Papa , com um casal, numa velocidade de quem queria chegar mais cedo ao céu e ultrapassar o Passat. Ao desviar do carro, o motoqueiro desequilibrou. Só não caíram da moto pelo bom reflexo do condutor. Acabaram entrando na minha rua, brecando em seguida.
O motorista ainda se achou no direito de dizer que quem estava errado era o motoqueiro que ia argumentar, mas acabou, dando meia volta, rumou à Av. Papa João Paulo.
Entrei à esquerda da Papa, e me deu uma vontade enorme de dizer àquele senhor que apenas em poucos segundos ele havia cometido, no mínimo, três infrações.
Segui meu caminho e ainda pude ver o casal de motoqueiro que seguia o seu . Depois do retorno do Bonsucesso, já na Rodovia Presidente Dutra, perdi-os de vista. Estavam com pressa de aproveitar o sábado e nós também.
Fomos com Deus. Eu, meus filhos, o casal de motoqueiros e o senhor do Passat.
Dinorá
26.09.98
21:15
Artigo de opinião I
ELEIÇÕES
Hoje houve eleição para deputado federal, deputado estadual, governador, presidente e senador.
Apesar do debate no canal 2 e do horário político, que durou 45 dias, o povo brasileiro teve dificuldades para escolher os seus candidatos.Chegamos a essa conclusão, em vista da demora que eleitores levaram para votar. Sem falar que havia somente uma cabine para o voto eletrônico, em cada sessão. Urnas com defeito, chuva, falta de energia, tudo colaborou para o atraso. Um absurdo, uma palhaçada. Uma desorganização geral.
Eram suficientes 30 segundos para a escolha dos candidatos, mas houve quem permanecesse 15 minutos para cumprir o seu dever de cidadão.
Essa demora deu nos nervos. Permanecemos 1:30h na fila de espera.
Durante esse tempo, observamos os eleitores que ali estavam: pessoas idosas que não precisavam mais votar, mas fizeram questão; mães com crianças, no colo. Crianças de todas as idades, que impacientes, aguardavam seus pais , adolescentes que votavam pela primeira vez, cheios de esperanças de um Brasil melhor, pessoas alteradas, agitadas, nervosas...
E o que se ouvia de alguns :’’é melhor votar em branco”, revoltados com a crise econômica e com a injustiça social no país. E outros comentavam: “ é melhor não desperdiçarmos nossos votos ...” e assim por diante.
Eram vinte e duas horas e pessoas cansadas, angustiadas e revoltadas, aguardavam a sua vez. Nessa altura, munidas de senhas, pois já se estourara o tempo.
Bem .. missão cumprida e comprida, aguardemos o segundo turno para a escolha do governador do nosso e de outros estados.
Temos quatro anos pela frente. Prestemos bem atenção nos políticos eleitos, para ver o que fizemos com esse nosso direito e nosso dever.
OPINIÃO – 05.10.98 - Dinorá
Hoje houve eleição para deputado federal, deputado estadual, governador, presidente e senador.
Apesar do debate no canal 2 e do horário político, que durou 45 dias, o povo brasileiro teve dificuldades para escolher os seus candidatos.Chegamos a essa conclusão, em vista da demora que eleitores levaram para votar. Sem falar que havia somente uma cabine para o voto eletrônico, em cada sessão. Urnas com defeito, chuva, falta de energia, tudo colaborou para o atraso. Um absurdo, uma palhaçada. Uma desorganização geral.
Eram suficientes 30 segundos para a escolha dos candidatos, mas houve quem permanecesse 15 minutos para cumprir o seu dever de cidadão.
Essa demora deu nos nervos. Permanecemos 1:30h na fila de espera.
Durante esse tempo, observamos os eleitores que ali estavam: pessoas idosas que não precisavam mais votar, mas fizeram questão; mães com crianças, no colo. Crianças de todas as idades, que impacientes, aguardavam seus pais , adolescentes que votavam pela primeira vez, cheios de esperanças de um Brasil melhor, pessoas alteradas, agitadas, nervosas...
E o que se ouvia de alguns :’’é melhor votar em branco”, revoltados com a crise econômica e com a injustiça social no país. E outros comentavam: “ é melhor não desperdiçarmos nossos votos ...” e assim por diante.
Eram vinte e duas horas e pessoas cansadas, angustiadas e revoltadas, aguardavam a sua vez. Nessa altura, munidas de senhas, pois já se estourara o tempo.
Bem .. missão cumprida e comprida, aguardemos o segundo turno para a escolha do governador do nosso e de outros estados.
Temos quatro anos pela frente. Prestemos bem atenção nos políticos eleitos, para ver o que fizemos com esse nosso direito e nosso dever.
OPINIÃO – 05.10.98 - Dinorá
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